Selic, IPCA+ ou Prefixado? A escolha depende do seu objetivo e do prazo que você tem em mente.
O Tesouro Direto tem três tipos principais de títulos, e a escolha entre eles não é trivial. Cada um tem características diferentes de risco, prazo e rentabilidade — e o que faz sentido para uma pessoa pode não fazer sentido para outra.
O Tesouro Selic é o mais simples. Ele rende a taxa Selic diariamente, tem liquidez diária e não sofre marcação a mercado — ou seja, o valor não oscila negativamente. É ideal para a reserva de emergência e para quem não quer correr risco de volatilidade.
O Tesouro IPCA+ paga a inflação (IPCA) mais uma taxa de juros real. Em julho de 2025, os títulos de prazo mais longo estão pagando IPCA + 6,2% ao ano — um retorno real expressivo. É ideal para objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou compra de imóvel em 10 anos.
O risco é a marcação a mercado: se você precisar resgatar antes do vencimento, pode receber menos do que investiu dependendo das condições de mercado. Por isso, só invista nesse título dinheiro que você realmente não vai precisar antes do prazo.
O Tesouro Prefixado garante uma taxa de juros fixa até o vencimento. Em julho de 2025, os títulos de 2 anos pagam cerca de 11,8% ao ano. É uma boa opção se você acredita que os juros vão cair — porque você trava a taxa atual, que é mais alta.
Para quem está começando, o Tesouro Selic é o ponto de partida natural. Conforme você ganha experiência e clareza sobre seus objetivos, pode diversificar para os outros tipos.
Especialista em educação financeira e planejamento pessoal. Formada em economia pela PUC-SP, escreve para o Virada Econômica desde 2021.